Sou Mãe e Quero Voltar a Trabalhar



O desejo de ser mãe, chega a quase todas as mulheres, mas a decisão depende muito da realidade, dos valores e propósito de cada uma delas. Ter um filho é uma responsabilidade e um compromisso, que deve ser refletido com autoconhecimento e confiança.


Algumas não duvidam, têm isso muito claro; outras desejam, mas sentem-se inseguras, não preparadas; e outras, ainda que desejem tanto quanto as demais, não dispõe de espaço em sua vida para ter um filho.


A experiência de cada mulher, de cada mãe, é única, pessoal e incomparável. Uma mãe com ou sem marido, biológica ou adotiva, será sempre uma mãe, sem diferenças.



Reforma trabalhista e maternidade



Alguns Direitos Trabalhistas são voltados à proteção de mães e lactantes, tanto para mães biológicas quanto para mães adotivas, como a licença maternidade, a estabilidade e o período da amamentação.


O direito à licença-maternidade de 120 dias se mantém, bem como o direito a repouso de duas semanas em caso de aborto não criminoso e o direito a dois descansos diários de meia hora cada um, para amamentar crianças de até 6 meses.



Confira a seguir quais são os direitos garantidos às mães e o que pode mudar com a Reforma:



1 – Licença maternidade


São 120 dias de licença para qualquer cargo. Esse período pode ser estendido para 180 dias em companhias participantes do Programa Empresa Cidadã.


2 – Estabilidade


A estabilidade é garantida já quando a mulher engravida. Antes, se a mulher ficasse grávida durante o aviso prévio, por exemplo, ela não tinha essa garantia. Já quando está no período de experiência, se a mulher engravidou no primeiro mês de trabalho, ela poderia ser mandada embora. Agora, ela não pode ser demitida de caso engravide.


3 – Mudança de função ou setor em atividade de risco


Esta garantia se altera no texto atual da Reforma. Se a função da mulher for caracterizada como insalubre de grau máximo, é obrigatório que receba outra função para exercer, se for grávida ou lactante.


São três graus de insalubridade que a Reforma prevê: máximo, médio e mínimo. Nos casos de graus médio e mínimo, a gestante ou lactante deverá apresentar atestado médico caso queira trocar de função.


4 – Saídas para exames e consultas


De acordo com a CLT, gestantes podem se ausentar do trabalho por seis vezes, sem justificativa, para fazer exames do pré-natal. Após o nascimento, algumas convenções trabalhistas asseguram o direito à creche ou faltas justificadas levar a criança para fazer exames por exemplo. Nesse caso, é preciso que a mãe tenha atestados.


Uma opção para a mãe que prefere trabalhar em casa para ficar com o filho, é o home office, que poderá ser negociado e constar no contrato formal de trabalho.


5 – Horário de amamentação


Se a empresa não oferecer um espaço como berçário para amamentação das crianças (que deve existir caso a empresa tenha mais de 30 funcionárias), a funcionária deve ser autorizada a sair do trabalho para amamentar seu filho. Ela tem direito a dois intervalos por dia, de 30 minutos cada.



Maternidade e Mercado de trabalho



Uma pesquisa divulgada por um site de oportunidades pagas, mostra que, após a chegada dos filhos, as mulheres deixam o mercado de trabalho cinco vezes mais que os homens. A pesquisa foi feita com 13.161 pessoas. O levantamento concluiu que 28% das mulheres deixaram o emprego após a chegada dos filhos, versus 5% dos homens.


Os dados mostram ainda que 21% das mulheres levam mais de três anos para retornarem ao trabalho. A mesma situação para os homens ocorre em apenas 2% dos casos.


Na prática, em muitas empresas, a mulher não é compreendida. Quando não se demite a funcionária, a própria rotina acaba levando ao pedido de demissão. Uma vez fora do mercado, as dificuldades em voltar a trabalhar são muitas.


Há, no entanto, empresas que incentivam funcionárias que são mães. Quando uma mulher se torna mãe, ela desenvolve ou potencializa habilidades que podem bem aproveitadas, como capacidades de comunicação e de liderança. Se a empresa tem percepção disso e investe em políticas internas que façam com que a mulher perceba que seu trabalho é valorizado independente de ser mãe, a empresa tem um ganho gigantesco com isso.



Mãe S.A



Quando as mulheres decidem dedicar um período de sua vida para criar filhos, eles podem não ter um emprego formal, mas, de fato, se tornam CEOs de uma empresa muito importante chamada FAMÍLIA.


Muitas mães desenvolvem habilidades diferentes, empenhadas em melhorar a vida dos familiares através do planejamento, organização, trabalho em equipe e gerenciamento. Demonstram a capacidade de influenciar e motivar outras pessoas, desenvolver empatia, usar inteligência emocional e capacidade liderança.


Aliás como disse Simon Sinek: “A analogia mais próxima que posso dar para ser um grande líder é como a de ser excelentes Pais.


Queremos dar aos nossos filhos oportunidades, educação, discipliná-los quando necessário, tudo para que eles possam crescer e alcançar mais do que nós para nós mesmos.


Os grandes líderes querem exatamente o mesmo. Eles querem proporcionar às pessoas a oportunidade, educação, disciplina quando necessário, construir sua autoconfiança, dar-lhes a oportunidade de tentar e falhar, tudo para que eles possam conseguir mais do que jamais poderíamos imaginar por nós mesmos.


Grandes líderes criam líderes ainda maiores.” - (O trecho original pode ser encontrado aos 5:27 do vídeo Why good leaders make you feel safe, clique aqui para o vídeo )



Estrada de 3 Vias



No momento em que as mulheres seguem em um projeto pessoal como a maternidade, as mães muitas vezes se encontram em uma estrada de 3 saídas:


  • Desistir do trabalho para ficar em casa

  • Voltar para o mesmo emprego

  • Procurar uma nova carreira

É possível voltar! Você só precisa de alguns conselhos e inspiração.


1. Faça uma auto avaliação


Se pergunte: "Por que eu quero voltar ao trabalho?" Se você está fora por 2 anos ou 5, você precisa pensar sobre o que você quer do seu próximo trabalho ou possível carreira. Você vai voltar a trabalhar pelo dinheiro? Para estar na presença de outros adultos? Porque você quer encontrar mais propósito para sua vida? Os seus motivos para voltar a trabalhar nesta fase da sua vida podem não ser os mesmos dos anos pré-bebê.


2. Mantenha contato


Voltar ao trabalho geralmente significa reativar sua rede de contatos de colegas de trabalho anteriores, então faça o seu melhor para ficar em contato com eles durante o seu tempo em casa. Hoje, é mais fácil do que nunca se conectar graças a redes sociais como LinkedIn e Facebook. Mas certifique-se de sair da casa e conhecer pessoas pessoalmente. Sentado atrás de um computador não é o mesmo que pessoalmente.


3. Atualize suas habilidades


Qual a sua familiaridade com a versão mais recente do Word e Excel? E as ferramentas de mídias sociais? Idiomas, possui algum?Aprimore suas habilidades no computador, se desenvolva!


4. Atualize seu currículo


Seu currículo deve comunicar sua missão e sua marca. Como mãe, você provavelmente terá um espaço de tempo que sabemos não se tratar de tempo ocioso. Você precisa descobrir como preencher essa habilidades e experiências que você adquiriu durante o seu tempo fora do trabalho.


Algumas mães se dedicam a trabalhos voluntários nas escolas de seus filhos por exemplo. O voluntariado mantém sua experiência relevante, mostra que você é pró-ativa, oportunidade de novos contatos que podem gerar novas referências e oportunidades de networking.


5. Respeite seu trabalho não remunerado


Como mãe, você provavelmente já trabalha com equilíbrio de orçamentos, gerencia múltiplas tarefas e prazos, media disputas e faz toda uma série de outras coisas que lhe ensinam habilidades valiosas que podem beneficiar os empregadores. É possível encontrar uma empresa que avalie sua experiência, com o que você aprendeu durante o seu tempo fora da força de trabalho.


Dominar as habilidades que você precisa para administrar uma família pode fazer com que você seja ótima administradora, atendimento ao cliente e muitas outras posições. Durante as entrevistas, não se desculpe por ter ficado em casa. Seja sincera e diga escolheu ficar em casa para criar filhos e que não se arrependa dessa escolha.


6. Espalhe a notícia!


Não mantenha sua busca por emprego como um segredo! Deixe que saibam que você está procurando trabalho. Você pode se surpreender com os tipos de oportunidades de emprego que aparecem quando sua rede está ajudando você a pesquisar.


Depois de se conectar com alguém - seja um ex colega, aluno da faculdade ou vizinho - envie sempre uma nota de agradecimento. Fazer conexões é o nome do jogo quando se trata de caça ao trabalho.


7. Contrate um profissional


Se a ideia de reescrever seu currículo ou descobrir o que você quer fazer agora não parece muito clara, considere contratar um Coach de carreira para ajudá-la a descobrir seu próximo passo.


Durante o processo você terá mais clareza para descobrir se deseja empreender em algo, buscar um novo nicho de mercado ou até mesmo se preparar para retornar as antigas atividades.


8. Prática de entrevista


Você não correria uma maratona sem treinar, certo? Então você também não deve realizar um entrevistar sem treino. Se você conseguiu uma entrevista, suas qualificações devem ter chamado atenção do recrutador. Seu próximo objetivo é garantir ao entrevistador que você é a pessoa certa para o trabalho e também garantir que este trabalho seja o caminho certo para você.


Antes da entrevista, aprenda o máximo possível sobre a empresa e sobre a pessoa que o está entrevistando. Prepare uma lista de perguntas para perguntar ao entrevistador sobre a empresa e a posição. Durante a entrevista, é seu trabalho explicar por que você quer trabalhar para esta empresa - e por que você é a melhor candidata para o trabalho. É sempre uma boa ideia praticar entrevistas antes de seguir para uma de verdade. (Me pergunte sobre o programa de consultoria em RH com coaching).


9. Seja flexível


Começar em um novo trabalho pode significar assumir uma posição inferior e salários menores, especialmente no momento atual da nossa economia. Não desanime! Lembre-se de que será um marco reconstruir sua carreira e entrar para o mundo do trabalho novamente.


10. Empreenda!


Olhe as pessoas ao seu redor. O que você acha que ainda falta para ajudá-las a solucionar pequenas situações que parecem dificultar o dia a dia?

Pensar nas necessidades de quem está inserido em seu ciclo de convivência é uma ótima maneira para começar a ter ideias de novos campos de atuação para você.

Mas, além disso, é importante também pensar em você. Quais são os assuntos com os quais você mais se identifica? Você tem alguma habilidade que te permite fazer algo diferente das outras pessoas?

Quando você já tem alguma especialização, fica mais fácil pensar em conteúdos e estratégias para criar um empreendimento que gere lucro para você e ainda agregue valor para quem comprar algum de seus produtos ou serviços.


A criação desse texto surgiu a pedido de uma Profissional e Mãe, da minha rede LinkedIn, que solicitou um texto direcionado a realidade dela e de muitas mães como sugestão.


O assunto foi pesquisado entre algumas mães em busca de recolocação, assim como outras prestes a darem início as suas licenças maternidade.


O vídeo Ser mãe é um "plus"! também contribuiu como inspiração.

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Agende sua sessão de coaching.

Fonte: Pesquisa Catho sobre os dados informados no item Maternidade e Mercado de trabalho

Simon Sinek sobre Liderança

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