Você já ouviu falar sobre FOMO?


Entrar no Facebook a cada cinco minutos, ir a um evento pensando nos posts para o Instagram, rolar a timeline do Twitter até que não tenham mais novidades. Se você reconhece alguns desses comportamentos, isso pode ser sinal de FOMO. A sigla para "Fear of Missing Out", ou seja, medo de estar perdendo algo, em português.

A síndrome, descrita pela primeira vez em 2000, é um dos principais sintomas de que alguém está viciado em redes sociais e pode causar desde angústia e mau humor até depressão. Segundo especialistas, o medo é identificado principalmente em jovens e adultos de até 34 anos, mas pode afetar pessoas de qualquer idade.

É “o desejo de permanecer continuamente conectado com o que os outros estão fazendo, desejo esse que surge por um sentimento de apreensão e uma constante preocupação de que os outros estejam vivenciando experiências mais gratificantes que as nossas”. Palavras do pesquisador inglês Andrew Przybylski, cientista social da Universidade de Oxford e líder de um grupo de pesquisas sobre o assunto. É dele a informação de que a maioria de nós hoje sofre dessa síndrome, caracterizada por três sintomas principais:



1) Ser incapaz de se desconectar;

2) Sentir-se muito incomodado por não saber o que os outros estão fazendo;

3) Ficar deprimido por não participar de algo que pra você, seria o mesmo que ser considerado a última bolacha ou biscoito do pacote.




Todos nós sofremos de FOMO?


A autora do livro Alone Together (Sozinhos Juntos, inédito no Brasil), diz que “Pensando bem, todos nós sofremos de FOMO. É preciso atentar para o que a pessoa representa online.” Na rede, estão versões idealizadas do que as pessoas estão fazendo de fato.

Um dos usos contemporâneos mais importantes da internet é a autopropaganda. E esse é um processo que se retroalimenta. “É claro que as pessoas vão publicar que estão esquiando”, ilustra a autora. E, quanto mais você sentir necessidade de provar que está “vivendo a vida”, mais frustração deve causar a seus seguidores. Eles, então, farão o mesmo.

Outro ponto é que a internet se relaciona diretamente com a vulnerabilidade de seus usuários. “Estamos sós, mas com medo de intimidade”, afirma. Há a ilusão de ter companhia sem precisar corresponder e ela com amizade. “Simplificando, é mais fácil teclar do que conversar. E isso nos mantêm ocupados a ponto de procurarmos relacionamentos online que representem menores riscos emocionais.” A solidão e o desejo de estabelecer contato são verdadeiros. A companhia é que pode não ser.




Como amenizar a utilização das redes?


Com tantas redes sociais atraentes e fáceis de usar, uma dica para reduzir o vício é instalar no smartphone ou computador um app que aponte quantas horas você gasta em cada plataforma. Vejas alguns exemplos para Android e iOS (iPhone).



BreakFree

O BreakFree é um aplicativo gratuito para Android que fornece um painel de controle que mostra ao usuário do smartphone as interações feitas. As pontuações são divididas em três quantidades: de 0 a 40, zona verde, de 40 a 70, zona amarela, e acima de 70, zona vermelha. Quanto mais o usuário desbloquear o aparelho, abrir aplicativos e realizar ligações, maior será a pontuação e o "nível de vício". O app ainda oferece um sistema de recompensas para quem conseguir diminuir o uso do smartphone e atingir algumas metas estabelecidas.



Menthal


Já o Menthal, aplicativo também gratuito para Android, faz parte de um trabalho realizado por estudiosos alemães que buscam informações para medir o nível de “vício” dos usuários de smartphones. O aplicativo controla toda a interação com o aparelho: registra todas as vezes que ele é desbloqueado, cada vez que um aplicativo é iniciado e acompanha todas as ligações efetuadas e recebidas. No decorrer dos dias, o aplicativo fornece um feedback sobre o uso do celular e chega até a avisar se sua saúde corre riscos por conta da dependência do aparelho. Os desenvolvedores do Menthal avisam que o app pode levar dois ou três dias para coletar os dados e criar estatísticas confiáveis.



Moment


Moment é um aplicativo para iOS que monitora a utilização do smartphone para indicar se o usuário está viciado no aparelho. Para isso, o app roda em background e analisa dados de uso do gadget. Ele lista estatísticas e ajuda pessoas com a dificuldade em largar o telefone, permitindo criar limites diários de navegação no aparelho.


O aplicativo faz a aferição automaticamente. Dentre os dados contados, ele mostra quantas vezes o usuário pega o telefone por dia, identifica onde ele vai com o aparelho e emite alertas para notificar que o limite de uso diário está chegando. Tudo pode ser customizado de acordo com a necessidade do usuário.




Uma outra maneira de não sentir essa necessidade de pertencimento, é deixando de comparar sua vida com a rotina dos outros. Quanto mais tempo uma pessoa fica online, menos tempo ela tem para interações no mundo real, para crescimento profissional, para tempo com familiares, amigos e amores.


A navegação pelas redes sociais desperta sentimentos de exclusão - inveja, por exemplo, sentimentos que também não ajudam em nada no seu crescimento como pessoa e profissional, que tiram o seu foco em momentos que poderia estar dando atenção total a uma pessoa ou se dedicando a um trabalho de qualidade. Pense nisso!


Para ativar a legenda em Português, coloque o cursor do mouse sobre o vídeo e, clique no botão Legendas/legendas ocultas.

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Fonte: Estadão , Techtudo, Alone Together de Sherry Turkle

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