Essa vaga é minha!


Imagine um profissional em busca de emprego, com um currículo impecável, inglês fluente ou algum outro idioma, curso superior e experiências profissionais invejáveis. Alguém com esse currículo certamente será chamado para uma entrevista. No dia o profissional se apresenta de maneira amistosa, empática, a roupa está bem alinhada, a aparência está ok.


Assim como esse profissional, você com certeza deve estar pensando: Esse já está contratado!


Sinto dizer que nem sempre é assim. Já aconteceu com você de ter participado de uma entrevista de emprego onde você atendia a todos os requisitos técnicos, tinha experiência e mesmo assim não foi aprovado(a)? Se sentiu confuso(a) sem entender o que aconteceu? Foi embora desanimado e frustrado por causa disso?


Se você respondeu SIM a alguma dessas perguntas o problema pode ter sido a maneira como você se comunicou.


Pode estar tudo OK, se na hora da entrevista você não conseguir expor seus conhecimentos e falar sobre si mesmo, não se desenvolver bem, todas as chances de obter sucesso e ser contratado vão por água abaixo!


Isso mesmo, a COMUNICAÇÃO é a dona da vez!


É uma competência fundamental para o profissional moderno que quer se dar bem no mercado de trabalho e se destacar. Vivemos hoje em um mundo que está em constante mudança e por isso as empresas estão valorizando cada vez mais profissionais com esta habilidade.


60% de todos os problemas administrativos resultam da ineficácia da comunicação.


Aqueles que querem se diferenciar no mercado estão buscando aperfeiçoar suas habilidades de comunicação pois já se deram conta que a comunicação serve como uma alavanca na carreira.


Vale lembrar que erros de comunicação podem prejudicar a sua credibilidade principalmente na hora da entrevista que é um momento tão decisivo.

Independentemente do cargo e do perfil, o profissional precisa saber se comunicar e se relacionar bem, em qualquer contexto. Em situações como:


  • Apresentações em público

  • Motivação de equipes

  • Liderança

  • Reuniões de negócios

  • Contatos com clientes

  • Vendas

  • Entrevistas

  • Negociações

  • Palestras

  • Networking



A boa notícia é que todo mundo pode desenvolver uma boa comunicação. Mas como?


1 - Se atente a quem você vai transmitir a mensagem

Ela será capaz de compreender o que você diz? Por exemplo, se você é da área de TI e vai fazer uma entrevista com o RH procure usar menos termos técnicos, afinal o RH pode não entender o que você está querendo informar. O problema não é a falta de inteligência ou incapacidade intelectual do leigo, mas a ausência de repertório do profissional naquele campo do conhecimento. Explore ao máximo os termos técnicos na entrevista com o gestor ou com o supervisor da área.


2- Pense em todas as esferas da comunicação

Segundo pesquisas realizadas no laboratório de psicologia da UCLA (Universidade da Califórnia) conduzidas pelo professor Albert Mehrabian indicam que a composição da comunicação humana face a face é a seguinte: 55% são mensagens não verbais, 38% acontecem pelo tom de voz e 7% são verbais.


Por isso, preste atenção se a sua postura, olhar, aperto de mão, roupa e o conjunto dos seus movimentos estão de acordo com a mensagem que você está transmitindo verbalmente, seja em uma entrevista de emprego, em uma reunião, em uma palestra ou até mesmo em uma conversa.

Explorar as três esferas da comunicação aumenta a possibilidade de sermos bem-sucedidos e compreendidos em nossas mensagens.


3- Aprenda a ouvir

Durante uma conversa, quando você silencia e escuta o outro de maneira focada, envia uma mensagem que é interpretada positivamente pelo receptor: ele me ouve, valoriza as minhas ideias, respeita e me considera como indivíduo.

Ou seja, se o objetivo é aumentar o seu poder de influência e de interação com as pessoas fuja de monólogos, aposte no diálogo. Fale muito, mas escute muito mais!


4- Seja assertivo

Algumas características de quem é assertivo são: clareza, objetividade e sinceridade. Ser uma pessoa transparente em intenções e colocações. Olhar no olho ao conversar, voltar-se à pessoa com quem fala (postura), palavras alinhadas à expressão facial e tom de voz firme, claro e moderado revelam este aspecto durante a comunicação.


São raros os profissionais com estas qualidades já que a capacidade de ser assertivo está sujeita a situações de poder no mercado de trabalho. Como ser sincero, quando tenho medo de sofrer retaliações por dizer o que penso?

O ideal é pensar em como se expressar de uma maneira que não ofenda, denigra ou faça o outro se sentir constrangido.


5- Usar técnicas quando o objetivo é aumentar o impacto da mensagem

Estude a empresa que vai receber a sua mensagem e adeque a comunicação. Foque a tribo com quem está se comunicando e alinhe sua mensagem, se é uma empresa mais formal, seja formal, se é uma empresa mais divertida como a GOOGLE seja menos formal. Estimular os destinatários da mensagem (o Rh ou o gestor) é o próximo passo, entender os motivos que o fariam te contratar é o pulo do gato nesse momento. Ofereça algo que lhe traga satisfação ou que possa resolver o problema da empresa. (Geralmente essa dor ou problema fica descrito nos requisitos da vaga).


Reinaldo Passadori em seu livro “Comunicação Essencial – Estratégias eficazes para encantar seus ouvintes” (Editora Gente), sugere um teste para você descobrir se é um bom comunicador.



Separe 20 minutos do seu tempo para realizar este teste, sem interferência alguma.


Leia atentamente as questões e as alternativas, assinalando a letra correspondente à cada resposta. Anote as letras que correspondem às respostas assinaladas e faça os cálculos com base na tabela que acompanha o teste. Leia, ao final, a interpretação do seu resultado:


1 – O que você pensa da sua voz na secretária eletrônica?

a. Parece estranha, é horrível, não gosto.

b. Gosto, mas acho que tem muitos defeitos.

c. É maravilhosa, com bom timbre, musicalidade, boa dicção. Parece voz de locutor.



2 – No que diz respeito ao olhar, qual é a sua atitude?

a. Não costumo olhar nos olhos das pessoas quando falo com elas; tenho vergonha, até tento, mas não consigo. Fico inibido.

b. Olho às vezes, mas logo disfarço olhando para cima, para os lados ou para baixo.

c. Olho com firmeza e segurança, sem constranger a outra pessoa.



3 – Sobre seus gestos, como você costuma se comportar?

a. Seguro minhas mãos, enfio-as nos bolsos, cruzo os braços ou preciso ficar segurando algo.

b. Solto as mãos, faço alguns gestos e alguns movimentos e sei que os gestos reforçam a expressão corporal.

c. Faço gestos e sei que eles são adequados ao conteúdo e ao processo da fala, formando um conjunto harmonioso em relação à expressão corporal.



4 – Como você definiria seu estilo?

a. Sou do meu jeito, minhas roupas e a aparência são diferentes da maioria das pessoas, e isso as assusta um pouco, mas não me importo. Sou espontâneo e sincero, e quem gostar de mim deve me aceitar do jeito que eu sou.

b. Visto-me razoavelmente, mas sei que sou conservador e que preciso me atualizar, cuidar melhor do corpo e da aparência.

c. Sou atualizado, sem seguir muito os modismos. Geralmente causo boa impressão devido ao modo elegante de me vestir, asseio e apresentação pessoal



5 – Em eventos sociais, como você se apresenta?

a. Cometo muitas gafes em apresentações, cumprimentos, cortesias, comportamento à mesa. Sei muito pouco a respeito disso.

b. Enfrento as situações. Sei que domino alguns conhecimentos, pois já li algo a respeito disso, mas não me aventuro a participar ativamente de eventos sociais muito formais.

c. Trafego com facilidade em qualquer tipo de evento social. Saio-me bem quando me apresento e me exponho a diversas situações, formais ou informais.



6 – Você foi convidado para falar em público. O que normalmente acontece?

a. Tenho dificuldade para encontrar palavras que expressem meus pensamentos. É comum perder o raciocínio.

b. Falo razoavelmente, embaraço-me às vezes e percebo que sinto alguma dificuldade para encontrar as palavras exatas.

c. Falo bem, com propriedade, naturalidade e domino as palavras. Leio muito, tenho um vocabulário rico para expressar minhas idéias.



7 – Seu chefe solicitou que você preparasse uma apresentação na convenção anual da empresa. Como a estruturaria?

a. De modo intuitivo. Como não domino nenhuma técnica e não conheço nenhum método de apresentação, ficaria em dúvida sobre planejamento, preparação e condução da palestra.

b. Por ter algum conhecimento sobre organização e planejamento, eu estruturaria a apresentação com começo, meio e fim, subdividindo-a em partes. Mas sinto que ainda sou fraco nisso.

c. Planejo, preparo, administro o tempo, uso adequadamente recursos audiovisuais, sei técnicas para iniciar, desenvolver e encerrar uma apresentação.



8 – Você se acha tímido?

a. Sim, normalmente fujo de situações em que tenha que me expor diante de um público.

b. Sim, e tenho consciência da minha timidez. Esforço-me para superá-la, mas é sempre um sofrimento quando preciso falar em público.

c. Não. Domino meus medos e temores, conheço e uso técnicas de relaxamento, administro minhas preocupações e tensões.



9 – Sobre o uso de recursos audiovisuais:

a. Não recorro a nenhum, pois a fala é suficiente para que todos possam me entender. O importante é o conteúdo.

b. Por ser organizado e perceber a importância de tais recursos, procuro usá-los, mas geralmente faltam qualidade e técnicas para obter melhores resultados.

c. Conheço e utilizo adequadamente todos os tipos de recurso audiovisual. Escolho com cuidado imagens, conteúdo, cores, figuras, gráficos e recorro a sistemas computadorizados.



10 – Como você se comporta nas relações interpessoais?

a. Por ser de natureza introvertida, normalmente fico quieto, evito conversar, e as pessoas não me procuram.

b. Converso, tomo algumas iniciativas, mas só quando necessário. Exponho pouco minhas idéias.

c. Sou espontâneo, carismático, simpático e normalmente benquisto. Tenho muitos amigos e sou popular. Muitas pessoas param para me ouvir.



11 – Qual é a velocidade de sua fala?

a. Depressa ou devagar demais. Quando falo, provoco impaciência ou nervosismo nas pessoas.

b. Falo em velocidade normal, mas não arrisco variações. Sei que ainda falta algo para gerar mais impacto em minha fala.

c. Administro bem a velocidade da minha fala. Faço variações, expresso corretamente minhas emoções, propiciando um impacto positivo e despertando a atenção das pessoas.



12 – Como é sua dicção?

a. Ruim, pois falo com a boca semifechada. Tenho dificuldade com língua presa ou excessiva nasalação.

b. Mediana. Percebo que alguns sons de sílabas ou palavras não são claros. Posso melhorar.

c. Excelente. Falo com clareza e boa entonação, não tenho afetações exageradas de sotaque nem uso estrangeirismos. Normalmente sou elogiado pela clareza de minha pronúncia.



13 – Como você costuma se comportar em reuniões?

a. Não falo nada; entro quieto e saio calado. Só me expresso quando questionado sobre algo.

b. Participo, mas sou lacônico, não me exponho nem corro riscos. Falo o básico e o necessário.

c. Não só participo como dirijo reuniões. Sou entusiasta, motivado, apresento, estimulo a participação dos outros. Consideram-me um líder.



14 – Qual é se desempenho em vendas?

a. Não vendo nada, nem a mim mesmo, e, quando vendo, tenho vergonha de cobrar.

b. Vendo porque tenho que vender, por exemplo, minhas habilidades em uma entrevista de emprego ou em um processo seletivo.

c. Sou um vendedor nato. Conheço técnicas, tenho sensibilidade para me adequar a qualquer perfil de pessoa, desenvolvo boa argumentação e fecho negócios. Vendo qualquer coisa que quiser.



15 – Como você se comporta em festas e eventos sociais?

a. Normalmente, fico só, converso pouco e sinto-me envergonhado de puxar um assunto ou me aproximar de alguém.

b. Divirto-me, falo com as pessoas, em geral conhecidas. Sinto que poderia ser mais ousado, mas algo me prende.

c. Sou alegre, extrovertido, falo com qualquer pessoa. Sei que tenho jeito para puxar uma conversa e me saio bem nesse tipo de situação.



16 – Qual é a sua atitude na comunicação com outras pessoas?

a. Não me importo com elas. Tenho meu estilo e minha personalidade. A responsabilidade de entender o que falo é do outro.

b. Normalmente, consigo em fazer entender, mas sou resistente a mudanças. Reconheço que preciso me flexibilizar mais.

c. Tenho empatia, ou seja, sei me colocar no lugar do outro. Sei que a responsabilidade de uma boa comunicação depende muito de mim e da minha capacidade de flexibilização para me fazer entender.



17 – Como anda sua auto-estima?

a. Não gosto de mim. Geralmente vejo-me cheio de defeitos e problemas.

b. Gosto um pouco de algumas habilidades e capacidades que reconheço em mim. Sinto que posso e preciso gostar mais de mim mesmo.

c. Valorizo-me e por isso sei que sou valorizado. Conheço minhas falhas, e isso me ajuda a não me ver como um ser humano maravilhoso, repleto de virtudes e capacidades físicas, mentais, emocionais e espirituais.



18 – Como você avalia sua comunicação?

a. Sou como sou, tenho um estilo definido, uma personalidade forte e penso que não preciso aprimorar minha comunicação. Que me aceitem como sou.

b. Percebo que a comunicação é importante para mostrar ao mundo meu potencial, mas não faço nada a respeito disso. Acredito que com o tempo desenvolverei naturalmente essa habilidade.

c. Reconheço que se não me comunico não sou nada, não sou ninguém. Sempre que posso invisto nessa competência, leio livros, assisto a seminários e palestras, faço cursos e me exercito constantemente.



Contagem dos pontos:

Some 1 ponto para cada resposta A, 2 pontos para cada resposta B e 3 pontos para cada resposta C. Some os pontos e confira o resultado abaixo:



Até 27 pontos: FRACO

Você dá pouca importância à comunicação e à própria imagem, não se importa com o que pensam e sentem a seu respeito. Normalmente foge de situações em que é convidado ou convocado para se expor, sofrendo por medo ou ansiedade. Você tem, também, dificuldade para se relacionar em contextos de vendas, negociações ou em eventos sociais. Se deseja obter maior sucesso em sua vida pessoal e profissional, precisa romper as barreiras que o impedem de se expor e desenvolver a habilidade da comunicação.



De 28 a 36 pontos: REGULAR

Você já fez algo e aproveita as oportunidades em que é necessária a habilidade de comunicação. Tem algumas habilidades desenvolvidas, tais como voz bem utilizada, facilidade de organizar idéias e extroversão, mas ainda é limitado na aplicação das competências da comunicação. Como você, a maioria das pessoas situa-se nessa faixa. Elas têm consciência da importância da comunicação, mas não a desenvolveram.



De 37 a 45 pontos: BOM

É bom comunicador, relaciona-se bem com as pessoas, tem consciência de que através da comunicação mostra seu potencial individual. Tem habilidade para vender e negociar e, eventualmente, fala em público, mas apenas quando a situação é inevitável. Possui uma percepção desenvolvida das outras pessoas, domina técnicas de comunicação, estudou e estuda o assunto. Reconhece que ainda há pontos a serem aprimorados e sabe que isso só depende de esforço e boa vontade.



De 46 a 54 pontos: ÓTIMO

Fala bem, com desenvoltura, fluidez e naturalidade em todas as situações. Exerce papéis de liderança e influência sobre outras pessoas, tendo facilidade para vendas e negociações. É pessoa simpática, irradia energia de entusiasmo e vitalidade, é ousado e corajoso. Domina seus medos e tem prazer em utilizar a comunicação quando precisa ou deseja falar em público.



E aí, gostou do teste? Responda nos comentários se esse artigo fez sentido para você.


Fonte: Catho, Exame.

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